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O CIS chega no Chile com o objetivo de ensinar crianças a ler e escrever.

Criar uma colaboração entre o público e o privado para obter resultados com impacto real em temas complexos e difíceis para mitigar. Esse é o propósito do Contrato de Impacto Social, que já são utilizados ao redor do mundo. "É um mecanismo inovador, e quando funciona, o Estado pode decidir como implementá-lo" explica a Fundação San Carlos de Maipo, os primeiros a trazerem esse mecanismo pro Chile.

10 da manhã no Colégio Sao Paulo da Estación Central, 24 meninas e meninos param para ouvir a apresentação de um dos seus colegas. Usando PowerPoint, o Mateo fala sobre um javali e faz perguntas para seus amigos e todos interagem e respondem. Ainda é cedo mas todos já começaram a contar sobre o que aconteceu recentemente. Praticam jogos, cantos, aprendem as letras e como às escrever e assim acaba mais uma aula.

Nessa sala de aula - e em outras dez escolas públicas - o aprendizado acontece de maneira distinta. Esse ano foi incorporado o programa Primeiro LEE, da Fundação Crecer con Todos, que busca o desenvolvimento da leitura, escrita e comunicação oral para que 700 alunos cheguem ao 2° ano sabendo ler e escrever.

Pode ser surpreendente, mas as crianças da Estación Central chegam à esse objetivo graças a investidores privados. Esse projeto é a primeira experiência de Contratos de Impacto Social (CIS) no Chile. Esse mecanismo chegou a Estación Central graças a Fundação San Carlos de Maipo, que contou com a ajuda da Social Finance, especialistas na implementação desses contratos.

Os Investidores

O CIS é uma maneira na qual o Estado contrata uma solução para um problema social, por exemplo, a dificuldade de fazer com que as crianças aprendam a ler antes de entrar no 2° ano básico. Se uma fundação como Crecer con Todos, aceita o desafio, o Estado oferece uma recompensa econômica só se o projeto obter um êxito positivo.

Então, a fundação busca investidores para financiar essa intervenção. Se o projeto obter um êxito de sucesso (verificado por um terceiro corpo imparcial) o governo repaga o investimento com um "prêmio" adicional. Se o projeto não obter a resultado esperado os sócios perdem o capital investido.

No caso da Estación Central, como o modelo é muito novo no Chile, o Estado não foi responsável a ativar o contrato. A Fundação San Carlos de Maipo atuou como gestora e articuladora para estruturar o contrato. "Nós resolvemos embarcar nesse projeto porque estamos focados em incentivar as organizações a terem um bom procedimento e assim melhorar os processos de implementação, monitoramento e avaliação em tempo real" disse Rafael Rodriguez, chefe de desenvolvimento da fundação.

Eles se identificaram com o problema abordado e se interessaram pelo trabalho da Fundação Crecer Con Todos que busca ensinar crianças a ler e escrever. Primeiro LEE é um projeto com mais de 10 anos de história com pequenos ajustes ao longo dos anos para melhorar o monitoramento dos resultados.

O papel do Estado como pagador - no caso de crianças que aprendem a ler - pode ser complementado por fundações (Colunga, Mustakis, LarrainVial, VientoSur) e conta com a ajuda do empresário filantrópico Christoph Schiess.

Para obter investidores, San Carlos de Maipo recorreu a plataforma Doble Impacto. Assim, conseguiram obter o capital necessário para implementar o programa. "Desde quando começamos a avaliação do projeto, tudo fez sentido. Nós conseguimos um grupo de investidores e finalmente decidi fazer parte também. A importância desse projeto misturado com motivações pessoais fez com que fosse difícil não apoiar." Mencionou Maria José Herrera, gerente de investidores na Doble impacto.

O Resultado:

"Esse apoio externo nos ajudou e os gerentes também, tinham uma ideia e um desejo de melhorar a leitura para crianças, mas não sabiam como." Disse Ana Luisa Concha, professora do Colégio Sao Paulo. O contrato estabelece que ela e os demais professores envolvidos sejam apoiados durante os anos de 2019, 2020 e 2021. Eles receberão material de trabalho para criar uma metodologia interativa que motivem as crianças a ler. Além disso, toda a comunidade escolar será envolvida, serão adicionados cursos e professores adicionais para o aprimoramento de educadores.

A ideia é que os 11 colégios estejam com todos seus alunos lendo e escrevendo em 2021 ao ingressar no 2° ano, isso será avaliado por uma instituição externa. No momento, os resultados parecem ser otimistas: " No primeiro trimestre temos 85% de alunos lendo e escrevendo, o que nos deixa muito tranquilos." Disse o prefeito da Estación Centrale, Rodrigo Delgado.

Para Maria José Herrera, o mais importante disso tudo é que: "o impacto será no futuro dessas crianças e as possibilidades de terem um trabalho de melhor qualidade. Isso é o que motiva os investidores. Um investimento de impacto com resultados tangíveis."

Isso também é um benefício para o Estado, destaca Rafael Rodriguez, pois ele só paga por resultados atingidos, mobiliza a criatividade social, descarta modelos ineficientes e nos ajuda a aprender com modelos que funcionam que possa vim a se transformar em politicas públicas. 'É um mecanismo que fomenta a inovação, e quando funciona, o Estado pode ver de que maneira pode implementá-lo" ressalta. O CIS evita que o Estado ' institucionalize seus fracassos' e fique preso a políticas ineficazes.

Para ler as notícias na íntegra em espanhol, acesse:

https://tinyurl.com/y4dhkp28

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